Especialista em Prevenção e Controle das Infecções Hospitalar.
Farmacêutico da Farmácia Popular do Brasil - Piauí.
Coord. da Divisão de Produtos da Vigilância Sanitária Municipal – Timon.
Ao falar da caixinha de medicamento estamos dando uma conotação diminutiva de um problema que vem se arrastando ao longo dos últimos 20 anos, em proporcionar uma Assistência Farmacêutica de qualidade e de direito da SOCIEDADE, que está a mercê dos conhecimentos científicos quando faz uso errado ou inadequado de uma droga ou medicamento.
As entidades farmacêuticas através do CFF, CRF`s, Sindicatos, Federações, Confederação e Associações. Vem de forma organizada buscando ocupar todos os espaços perante as autoridades que faz jus aos profissionais farmacêuticos e proporcionando à sociedade uma assistência farmacêutica de qualidade e igual para todos, desde os postos de atendimento das Unidades de Apoio a Estratégia Saúde da Família, aos Hospitais e Centros de referencia em medicina especializada.
No dia 12 de Maio de 2010 entorno de 60 entidades farmacêuticas e mais de 2000 mil estudantes de farmácia de todo o Brasil, realizaram em Brasília uma manifestação para sensibilizar os Deputados Federais a votar o substitutivo do Dep. Federal Ivan Valente do PSOL, que encontra-se tramitando naquela casa desde 1994, que tem como fundamento efetivar a FARMÁCIA COMO ESTABELECIMENTO DE SAÚDE, onde o profissional possa garantir espaço para realizar uma assistência farmacêutica com qualidade para população.
A Farmácia e a Drogaria sempre será um elo de ligação entre a população e tratamento médico. Portanto a Assistência Farmacêutica representa uma efetivação deste elo, uma segurança ao comprarmos uma caixinha de medicamento para solucionar uma enfermidade, da qual já passamos por ambulatórios, laboratórios, clinicas dentre outros na busca da solução do diagnostico.
E hoje está disponível para a sociedade estabelecimentos com estruturas inadequadas e com pessoas sem qualificação em todos os estados do Brasil, que realizam a venda desta caixinha como se fosse uma mercadoria qualquer, as vezes até trocada por outro produto falsificado e oportunizando informações inadequadas ao consumidor. Mas o seu conteúdo torna-se perigoso ao ser ingerido, levando ao extremo que pode ser a morte ou desenvolver uma outra patologia em decorrência dessa troca. É neste momento que surgem os atores em todas as esferas para realizar o julgamento da venda errada da caixinha:
Onde comprou?...na quitanda, supermercado ou na farmácia.
O que comprou?..... remédio para dor, febre ou diarreia.
Quem lhe vendeu?....o balconista, o feirante ou o ambulante.
Mas é um medicamento, mesmo simples como AAS usado sem orientação e receita medica pode causar danos para saúde do usuário.
Assistência Farmacêutica hoje é uma realidade nos programas do governo federal, estadual e municipal, em especial a Farmácia Popular do Brasil, que através da Fundação Osvaldo Cruz, realiza convênios com estes gestores que proporciona estabelecimentos para população em conformidade com a legislação e responsável técnico com conhecimento das ciências farmacêuticas, visto que o conjunto da sociedade organizada exige destes profissionais mais empenho e dedicação no contexto da informação correta sobre o uso da medicação. Em pleno século XXI as g randes redes de Farmácias estão disponibilizando profissionais qualificados a prestarem uma assistência farmacêutica aos seus clientes em estabelecimentos dentro dos padrões preconizados pela ANVISA.
A Farmácia Popular também disponibiliza medicamentos com qualidade e diferença de pré em torno de 90% mais em conta que as drogarias da rede privada.
ANVISA através da RDC nº 44 de 17 de Agosto de 2009, que dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento da dispensasão, da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias dentre outros critérios que visam a manutenção da qualidade e segurança dos produtos disponibilizados e dos serviços prestados pelas farmácias e drogarias à sociedade.
Esta por sua vez normatiza os critérios de localização, de projetos, dimensionamento ou adaptação com infra-estrutura compatível com as atividades a serem desenvolvidas pelas farmácias e drogarias, tornando-se claro a necessidade de que a Atenção Farmacêutica é imprescindível no desenvolvimento das ações: que deve ter como principal objetivo a prevenção, detecção e resolução de problemas relacionados aos medicamentos afim de melhorar a saúde e qualidade de vida dos usuários.
Desde fevereiro de 2010 todos os estes estabelecimentos farmacêuticos seja público ou privado devem cumprir a RDC 44, no que preconiza a Atenção Farmacêutica sobre medicamentos, produtos, aplicação de injetáveis, atenção domiciliar, aferição de paramentos fisiológicos e bioquímicos permitidos, perfuração do lóbulo aurículas pare colocação de brincos dentre outras ações que podem ser realizadas nos estabelecimentos que estejam devidamente licenciado e autorizados pelos órgãos sanitários competente, de já sendo imprescindível a presença e a avaliação da receita pelo Farmacêutico para essas ações de saúde.